Eu não queria chegar a esse ponto, não queria que essas medidas drásticas fossem tomadas, mas já não posso voltar atrás. Por tanto tempo segui aguentando de cabeça erguida todos aqueles desaforos e julgamentos. Ninguém pra me dar a mão, ninguém pra cuidar de mim, ninguém que realmente se importasse em me ver feliz. Apenas corpos vazios que passavam pela minha vida sem deixar nenhuma marca, fazendo com que eu me tornasse apenas mais um corpo vazio assim como eles. Meu coração ainda bate, o sangue ainda circula pelo meu corpo - vazio - mas nesse momento sinto que já estou morta. Não pertenço mais a esse mundo, nunca pertenci. Sempre senti como se faltasse um pedaço, e sempre faltou. Esse maldito vazio que brotava no meu peito e logo tomou conta de mim, sempre esteve aqui. E tudo o que eu precisava era de um abraço, de alguém para secar as minhas lágrimas e dizer que tudo ficaria bem. Um ombro amigo, um porto seguro. Eu só precisava de alguém que me socorresse e me tirasse desse poço profundo. (…) Tantas vezes pensei em acabar com tudo, mas tola que sou, sempre me iludia pensando que um dia tudo daria certo. Me imaginava podendo sorrir sem máscaras, podendo ser realmente feliz e dizer ‘eu estou bem’ sem estar mentindo. Imaginava esse vazio sendo preenchido. Mas nada disso aconteceu. Continuo sem sorrir, sem ser feliz, sem estar bem. (…) Será que eu sempre serei essa garota invisível que ninguém faz questão de ter?  Tantas promessas quebradas, tantas palavras jogadas ao vento. Tanta mentira. Tanta falsidade. Tudo isso porque eu não valho a pena. Nunca vali. Sempre achei que toda a dor iria embora junto com minhas lágrimas, sempre achei que tudo se resolveria. Mas veja só a minha situação. Com essa maquiagem borrada, esse vinho barato e esse caderno de anotações, jogada como lixo no chão do banheiro. Nada se resolveu, nada nunca vai se resolver. (…) Como disse, eu não queria chegar a esse ponto. Quem diria, justo eu. Sempre com um sorriso no rosto, sempre a palhaça da turma querendo fazer com que todos a minha volta sorrissem sendo que mal sabia que rumo tomar na minha própria vida. Eu nunca pensei que chegaria até aqui. Sempre tentei me segurar, e quando a tempestade se aproximava eu apenas fechava meus olhos e repetia comigo: tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem. Por que Deus não ouviu minhas preces? Por que todos me abandonaram? Por que prometeram coisas que não poderiam cumprir? Por que ninguém nunca se preocupou? Talvez eu mereça. Eu sempre fui tão desajeitada, tão desastrada, tão imperfeita.. Tão quebrada. Tão eu. Nunca agradei ninguém, nunca sequer agradei a mim mesma. Sei que se eu desse um fim em tudo isso, seria tratada como a melhor pessoa do mundo, e todos esses corpos vazios - e hipócritas - diriam que sempre se importaram e gritariam aos quatro ventos o quão boa eu era, e o quanto me amavam. - Mentirosos. (…) Mas eu não quero morrer, eu.. só quero ser capaz de acabar com a dor. Com a solidão. Com a rejeição. Com as lágrimas. E por que elas não param de cair? Eu estou morta, não estou? Morta por dentro, e mortos não sentem. E quando tudo se perde, quando tudo escurece, é o teu nome que eu ouço. Por que você não me salvou? Por que você não está aqui segurando minha mão? Eu só queria me sentir especial. Eu só queria me encontrar. Eu.. Eu não queria a chegar esse ponto. Eu não queria chegar a esse ponto. (…) “Now I’ve got that feeling once again. I can’t explain, you would not understand. This is not how I am. I have become comfortably numb” 

Eu não queria chegar a esse ponto, não queria que essas medidas drásticas fossem tomadas, mas já não posso voltar atrás. Por tanto tempo segui aguentando de cabeça erguida todos aqueles desaforos e julgamentos. Ninguém pra me dar a mão, ninguém pra cuidar de mim, ninguém que realmente se importasse em me ver feliz. Apenas corpos vazios que passavam pela minha vida sem deixar nenhuma marca, fazendo com que eu me tornasse apenas mais um corpo vazio assim como eles. Meu coração ainda bate, o sangue ainda circula pelo meu corpo - vazio - mas nesse momento sinto que já estou morta. Não pertenço mais a esse mundo, nunca pertenci. Sempre senti como se faltasse um pedaço, e sempre faltou. Esse maldito vazio que brotava no meu peito e logo tomou conta de mim, sempre esteve aqui. E tudo o que eu precisava era de um abraço, de alguém para secar as minhas lágrimas e dizer que tudo ficaria bem. Um ombro amigo, um porto seguro. Eu só precisava de alguém que me socorresse e me tirasse desse poço profundo. (…) Tantas vezes pensei em acabar com tudo, mas tola que sou, sempre me iludia pensando que um dia tudo daria certo. Me imaginava podendo sorrir sem máscaras, podendo ser realmente feliz e dizer ‘eu estou bem’ sem estar mentindo. Imaginava esse vazio sendo preenchido. Mas nada disso aconteceu. Continuo sem sorrir, sem ser feliz, sem estar bem. (…) Será que eu sempre serei essa garota invisível que ninguém faz questão de ter?  Tantas promessas quebradas, tantas palavras jogadas ao vento. Tanta mentira. Tanta falsidade. Tudo isso porque eu não valho a pena. Nunca vali. Sempre achei que toda a dor iria embora junto com minhas lágrimas, sempre achei que tudo se resolveria. Mas veja só a minha situação. Com essa maquiagem borrada, esse vinho barato e esse caderno de anotações, jogada como lixo no chão do banheiro. Nada se resolveu, nada nunca vai se resolver. (…) Como disse, eu não queria chegar a esse ponto. Quem diria, justo eu. Sempre com um sorriso no rosto, sempre a palhaça da turma querendo fazer com que todos a minha volta sorrissem sendo que mal sabia que rumo tomar na minha própria vida. Eu nunca pensei que chegaria até aqui. Sempre tentei me segurar, e quando a tempestade se aproximava eu apenas fechava meus olhos e repetia comigo: tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem. Por que Deus não ouviu minhas preces? Por que todos me abandonaram? Por que prometeram coisas que não poderiam cumprir? Por que ninguém nunca se preocupou? Talvez eu mereça. Eu sempre fui tão desajeitada, tão desastrada, tão imperfeita.. Tão quebrada. Tão eu. Nunca agradei ninguém, nunca sequer agradei a mim mesma. Sei que se eu desse um fim em tudo isso, seria tratada como a melhor pessoa do mundo, e todos esses corpos vazios - e hipócritas - diriam que sempre se importaram e gritariam aos quatro ventos o quão boa eu era, e o quanto me amavam. - Mentirosos. (…) Mas eu não quero morrer, eu.. só quero ser capaz de acabar com a dor. Com a solidão. Com a rejeição. Com as lágrimas. E por que elas não param de cair? Eu estou morta, não estou? Morta por dentro, e mortos não sentem. E quando tudo se perde, quando tudo escurece, é o teu nome que eu ouço. Por que você não me salvou? Por que você não está aqui segurando minha mão? Eu só queria me sentir especial. Eu só queria me encontrar. Eu.. Eu não queria a chegar esse ponto. Eu não queria chegar a esse ponto. (…) “Now I’ve got that feeling once again. I can’t explain, you would not understand. This is not how I am. I have become comfortably numb” 


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(Source: bananaaaas)


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E no fim, nenhuma de suas promessas foram cumpridas. “Eu vou estar sempre aqui, com você!” Onde você estava enquanto eu chorava sentada no piso frio do banheiro? Onde você estava enquanto eu desmoronava dentro de mim? Você nunca esteve aqui. Talvez estivesse presente fisicamente, mas a sua indiferença estava sempre estampada no seu olhar. “Eu vou cuidar de você!” E por que eu sempre tive que implorar por carinhos, cuidados? Por que era sempre eu que abraçava e você era sempre o primeiro a se soltar do meu abraço? Você nunca cuidou de mim. Por que quando eu te ligava de madrugada querendo morrer você dizia que precisava dormir e que ”amanhã a gente conversava”, por que? Quem cuidava de você, era eu. Quando aconselhava a não fazer coisas erradas, quando te deitava no meu colo enquanto você reclamava dizendo que ”nada de especial acontecia, que você não tinha nada de bom na sua vida” me fazendo sentir a pior pessoa do mundo. “Eu te amo, eu sempre vou te amar!” Nunca amou. Nunca amou como eu amei, nunca precisou como eu precisei, nunca cuidou quando eu cuidei. Não faria diferença se eu fosse embora, você nem olharia pra trás. Você não me pediria pra ficar. E no fim, eu não sei porque diabos eu gostei tanto de você. ”Gostei”. Tento usar o passado pra tentar provar a mim mesma que tudo acabou. Talvez tenha acabado pra você, mas não pra mim. Na verdade, pra você, nada nunca existiu. E eu crente de que tudo aquilo era real. Confesso que no fundo eu sempre soube que eu era a que mais amava ali, mas suas mentiras eram tão confortadoras que eu optei por ficar. Mas agora não dá mais. Você quebrou suas promessas, me deixou em pedaços e me disse pra seguir em frente. O problema é que agora, eu não tenho pra onde ir. Você era meu porto seguro, você era minha fonte de felicidade, você era meu ponto de paz. Você era, mesmo que isso fosse apenas real na minha mente iludida e tumultuada. Você foi embora, você levou uma parte de mim, sugou todas as minhas energias e nem se importou. Você nunca se importou. E agora eu vejo, que deveria ter feito o mesmo.

E no fim, nenhuma de suas promessas foram cumpridas. “Eu vou estar sempre aqui, com você!” Onde você estava enquanto eu chorava sentada no piso frio do banheiro? Onde você estava enquanto eu desmoronava dentro de mim? Você nunca esteve aqui. Talvez estivesse presente fisicamente, mas a sua indiferença estava sempre estampada no seu olhar. “Eu vou cuidar de você!” E por que eu sempre tive que implorar por carinhos, cuidados? Por que era sempre eu que abraçava e você era sempre o primeiro a se soltar do meu abraço? Você nunca cuidou de mim. Por que quando eu te ligava de madrugada querendo morrer você dizia que precisava dormir e que ”amanhã a gente conversava”, por que? Quem cuidava de você, era eu. Quando aconselhava a não fazer coisas erradas, quando te deitava no meu colo enquanto você reclamava dizendo que ”nada de especial acontecia, que você não tinha nada de bom na sua vida” me fazendo sentir a pior pessoa do mundo. “Eu te amo, eu sempre vou te amar!” Nunca amou. Nunca amou como eu amei, nunca precisou como eu precisei, nunca cuidou quando eu cuidei. Não faria diferença se eu fosse embora, você nem olharia pra trás. Você não me pediria pra ficar. E no fim, eu não sei porque diabos eu gostei tanto de você. ”Gostei”. Tento usar o passado pra tentar provar a mim mesma que tudo acabou. Talvez tenha acabado pra você, mas não pra mim. Na verdade, pra você, nada nunca existiu. E eu crente de que tudo aquilo era real. Confesso que no fundo eu sempre soube que eu era a que mais amava ali, mas suas mentiras eram tão confortadoras que eu optei por ficar. Mas agora não dá mais. Você quebrou suas promessas, me deixou em pedaços e me disse pra seguir em frente. O problema é que agora, eu não tenho pra onde ir. Você era meu porto seguro, você era minha fonte de felicidade, você era meu ponto de paz. Você era, mesmo que isso fosse apenas real na minha mente iludida e tumultuada. Você foi embora, você levou uma parte de mim, sugou todas as minhas energias e nem se importou. Você nunca se importou. E agora eu vejo, que deveria ter feito o mesmo.


1 year ago with 36 notes
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1 year ago with 368 notes
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Você vai morrer. Um dia, todos nós deixaremos esse corpo, e sabe lá pra onde iremos.  Céu, inferno,  purgatório, nada? Não sei. A única certeza é que você vai morrer. Em um dia qualquer, você estará voltando do colégio e será atingida por um carro. Bala perdida, infarto. Ou até alguma morte estúpida, como tropeçar e cair da escada. Um dia você vai morrer e, fim. Não poderá terminar o livro que deixou pela metade, não poderá arrumar a bagunça do teu quarto e nem lavar a louça que sua mãe havia pedido aquele dia. Um dia vão te encontrar jogada no chão frio e será um choque. Um dia tudo vai acabar. E se aquele tal filme que dizem que se passa na nossa mente antes de morrer realmente for real? O que você veria? Se arrependeria das coisas que fez ou do que não fez? E se você tivesse a chance de voltar atrás, o que faria? Abraçaria seus pais, daria um soco na boca daquela vadia, diria pra ele que o ama? Passaria os dias chorando, se lamentando, ou aprenderia a sorrir mais? Sairia do computador e iria viver a sua vida? Daria valor pra quem merece? Faria tudo o que tivesse vontade, sem medo, sem arrependimentos? E se essa for a sua única chance? E se hoje fosse seu último dia de vida, o que você faria? Talvez seja. Talvez esse seja o último texto que você vai ler na sua vida, talvez daqui alguns minutos você esteja estatelada no chão e seus pais chorando desesperados ao lado do teu corpo. Talvez, não seja você. Talvez o telefone toque daqui a pouco avisando que sua melhor amiga foi longe demais nos cortes e já não está mais entre nós, ou que sua vó infartou por causa daquela carne de porco gordurosa que ela comeu no almoço. Por que você não tenta viver mais? Por que não tenta ser mais você? A vida é tão curta, tão pequena, tão complexa para tentar ser entendida. Apenas viva. “Viva como se não houvesse amanhã”, não é isso o que dizem? Por que talvez o amanhã não exista. Na verdade, ele realmente não existe. Quem garante? Então viva, e comece agora. Abrace seus pais, dê um soco naquela vadia, diga pra ele que você o ama (e que ‘é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar na verdade não há’, e mande ele ler esse texto depois), sorria mais, fale o que pensa, não se arrependa. (…) Mas que diabos, o que você ainda está fazendo aqui?

Você vai morrer. Um dia, todos nós deixaremos esse corpo, e sabe lá pra onde iremos.  Céu, inferno,  purgatório, nada? Não sei. A única certeza é que você vai morrer. Em um dia qualquer, você estará voltando do colégio e será atingida por um carro. Bala perdida, infarto. Ou até alguma morte estúpida, como tropeçar e cair da escada. Um dia você vai morrer e, fim. Não poderá terminar o livro que deixou pela metade, não poderá arrumar a bagunça do teu quarto e nem lavar a louça que sua mãe havia pedido aquele dia. Um dia vão te encontrar jogada no chão frio e será um choque. Um dia tudo vai acabar. E se aquele tal filme que dizem que se passa na nossa mente antes de morrer realmente for real? O que você veria? Se arrependeria das coisas que fez ou do que não fez? E se você tivesse a chance de voltar atrás, o que faria? Abraçaria seus pais, daria um soco na boca daquela vadia, diria pra ele que o ama? Passaria os dias chorando, se lamentando, ou aprenderia a sorrir mais? Sairia do computador e iria viver a sua vida? Daria valor pra quem merece? Faria tudo o que tivesse vontade, sem medo, sem arrependimentos? E se essa for a sua única chance? E se hoje fosse seu último dia de vida, o que você faria? Talvez seja. Talvez esse seja o último texto que você vai ler na sua vida, talvez daqui alguns minutos você esteja estatelada no chão e seus pais chorando desesperados ao lado do teu corpo. Talvez, não seja você. Talvez o telefone toque daqui a pouco avisando que sua melhor amiga foi longe demais nos cortes e já não está mais entre nós, ou que sua vó infartou por causa daquela carne de porco gordurosa que ela comeu no almoço. Por que você não tenta viver mais? Por que não tenta ser mais você? A vida é tão curta, tão pequena, tão complexa para tentar ser entendida. Apenas viva. “Viva como se não houvesse amanhã”, não é isso o que dizem? Por que talvez o amanhã não exista. Na verdade, ele realmente não existe. Quem garante? Então viva, e comece agora. Abrace seus pais, dê um soco naquela vadia, diga pra ele que você o ama (e que ‘é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar na verdade não há’, e mande ele ler esse texto depois), sorria mais, fale o que pensa, não se arrependa. (…) Mas que diabos, o que você ainda está fazendo aqui?


1 year ago with 119 notes
originally rocknrollgirl

Mas você sabe, eu não sou como as outras garotas que você conhece. Essa é a frase mais clichê do mundo, porém, não posso negar que ela se encaixa perfeitamente na minha realidade. Eu nunca vou ser capaz de te fazer completamente feliz, afinal, nem eu mesma encontrei a felicidade plena. Eu nunca vou te dizer as coisas certas nos momentos certos, talvez eu bagunce tudo e faça você ficar mal, mas eu sou assim, desastrada. Quebro tudo, inclusive a cabeça de quem tenta me entender, nem que seja por um segundo. Não sou como essas garotas fofas que estão o tempo todo sorrindo, muito pelo contrário. Meu humor vai de zero a dez em segundos, acostume-se. Me encanto com pouco, desde um abraço, um ‘eu senti sua falta’ até um sorriso de canto. Me apego muito facilmente, e talvez seja esse o motivo da maioria das minhas decepções. Eu realmente sou muito (tipo, muito) complicada. Choro por nada, rio quando não posso. Faço piada de tudo, talvez seja apenas um modo de me defender. Falo as coisas e depois dou risada, e toda brincadeira minha tem um fundo de verdade. Eu não vou te dizer coisas fofas várias vezes ao dia, eu demostro amor por meio de xingamentos, então se eu te chamar de ”idiota” e depois dar risada, é porque eu te amo. Não sou do tipo de garota que os garotos se apaixonam, apesar de não fazer muita questão disso. Me acostumei a viver sozinha, e talvez por isso tento passar uma imagem fria e fico na defensiva a maior parte do tempo. Eu não vou acreditar se você disser que me ama e não me provar isso. Prefiro ações do que palavras, mesmo que elas também tenham um efeito poderosíssimo sobre mim. Eu sou completamente errada, me arrependo constantemente das escolhas que faço, e me decepciono em uma frequência absurda. Talvez porque eu realmente confie nas pessoas, talvez porque eu ainda acredite no amor e nessas baboseiras todas. Já prometi pra mim mesma que mudaria, que seria uma pessoa melhor. Mas esse é meu jeito. Eu sou imperfeita, quebrada, vim com inúmeros defeitos de fabricação, e nunca vou ser como essas garotas que você conhece. Nunca terei nem um terço das qualidades que elas tem, mas eu posso te garantir que nenhuma delas nunca vai desejar tanto o teu sorriso como eu. Nenhuma delas te quer tão bem como eu, e dói saber que talvez você nunca perceba isso. 

Mas você sabe, eu não sou como as outras garotas que você conhece. Essa é a frase mais clichê do mundo, porém, não posso negar que ela se encaixa perfeitamente na minha realidade. Eu nunca vou ser capaz de te fazer completamente feliz, afinal, nem eu mesma encontrei a felicidade plena. Eu nunca vou te dizer as coisas certas nos momentos certos, talvez eu bagunce tudo e faça você ficar mal, mas eu sou assim, desastrada. Quebro tudo, inclusive a cabeça de quem tenta me entender, nem que seja por um segundo. Não sou como essas garotas fofas que estão o tempo todo sorrindo, muito pelo contrário. Meu humor vai de zero a dez em segundos, acostume-se. Me encanto com pouco, desde um abraço, um ‘eu senti sua falta’ até um sorriso de canto. Me apego muito facilmente, e talvez seja esse o motivo da maioria das minhas decepções. Eu realmente sou muito (tipo, muito) complicada. Choro por nada, rio quando não posso. Faço piada de tudo, talvez seja apenas um modo de me defender. Falo as coisas e depois dou risada, e toda brincadeira minha tem um fundo de verdade. Eu não vou te dizer coisas fofas várias vezes ao dia, eu demostro amor por meio de xingamentos, então se eu te chamar de ”idiota” e depois dar risada, é porque eu te amo. Não sou do tipo de garota que os garotos se apaixonam, apesar de não fazer muita questão disso. Me acostumei a viver sozinha, e talvez por isso tento passar uma imagem fria e fico na defensiva a maior parte do tempo. Eu não vou acreditar se você disser que me ama e não me provar isso. Prefiro ações do que palavras, mesmo que elas também tenham um efeito poderosíssimo sobre mim. Eu sou completamente errada, me arrependo constantemente das escolhas que faço, e me decepciono em uma frequência absurda. Talvez porque eu realmente confie nas pessoas, talvez porque eu ainda acredite no amor e nessas baboseiras todas. Já prometi pra mim mesma que mudaria, que seria uma pessoa melhor. Mas esse é meu jeito. Eu sou imperfeita, quebrada, vim com inúmeros defeitos de fabricação, e nunca vou ser como essas garotas que você conhece. Nunca terei nem um terço das qualidades que elas tem, mas eu posso te garantir que nenhuma delas nunca vai desejar tanto o teu sorriso como eu. Nenhuma delas te quer tão bem como eu, e dói saber que talvez você nunca perceba isso. 


1 year ago with 139 notes
originally rocknrollgirl

Observo meu reflexo e percebo claramente o quanto mudei. Não tenho mais aquele brilho no olhar, não consigo enxergar a verdade no meu sorriso. A maquiagem borrada e as manchas abaixo dos olhos revelam as noites em claro chorando sem parar. Já não sou mais aquela garotinha boba que sonhava o tempo todo. Não sinto orgulho do que me tornei, mas talvez tudo isso tenha me deixado mais forte. Todo o sofrimento, toda a dor, desapareceu. Já não sinto absolutamente nada. Estou entorpecida em meio a esse vazio, e de repente percebo que na verdade, todas essas mudanças não ocorreram porque quis. Foram consequências de toda a solidão, de todas as cicatrizes, de todas as decepções que tive ao longo da vida. Foram causadas por todos aqueles que prometeram estar sempre comigo e quebraram friamente suas promessas. A culpa não é minha, não totalmente. E mesmo forte, queria poder recuperar o brilho dos olhos,  queria voltar a sorrir verdadeiramente. Queria voltar a ser aquela garota boba que sonhava o tempo todo e que tinha fé nas pessoas. Queria conseguir me encontrar em alguma esquina, em algum reflexo. Queria voltar a ser eu mesma, pelo menos por um segundo. 

Observo meu reflexo e percebo claramente o quanto mudei. Não tenho mais aquele brilho no olhar, não consigo enxergar a verdade no meu sorriso. A maquiagem borrada e as manchas abaixo dos olhos revelam as noites em claro chorando sem parar. Já não sou mais aquela garotinha boba que sonhava o tempo todo. Não sinto orgulho do que me tornei, mas talvez tudo isso tenha me deixado mais forte. Todo o sofrimento, toda a dor, desapareceu. Já não sinto absolutamente nada. Estou entorpecida em meio a esse vazio, e de repente percebo que na verdade, todas essas mudanças não ocorreram porque quis. Foram consequências de toda a solidão, de todas as cicatrizes, de todas as decepções que tive ao longo da vida. Foram causadas por todos aqueles que prometeram estar sempre comigo e quebraram friamente suas promessas. A culpa não é minha, não totalmente. E mesmo forte, queria poder recuperar o brilho dos olhos,  queria voltar a sorrir verdadeiramente. Queria voltar a ser aquela garota boba que sonhava o tempo todo e que tinha fé nas pessoas. Queria conseguir me encontrar em alguma esquina, em algum reflexo. Queria voltar a ser eu mesma, pelo menos por um segundo. 


1 year ago with 62 notes
originally rocknrollgirl

E aqui estou eu, andando sozinha por essas ruas desertas, mais uma vez. Implorando por um sorriso, implorando um motivo para não cair de joelhos na calçada e chorar como das outras vezes. Eu me acostumei a ter você. Me acostumei a ter sempre alguém andando ao meu lado, segurando minha mão, sendo meu porto seguro. E agora eu não tenho ninguém. Antes de você, a solidão já me acompanhava. Mas não tinha importância, pois naquele tempo eu ainda não havia provado o quanto era bom ter alguém por perto. Então você entrou na minha vida, segurou a minha mão e prometeu nunca soltá-la. Prometeu que estaria sempre aqui, e que nunca me deixaria andar por aí sozinha novamente. Você não cumpriu suas promessas, assim como todos os outros. E agora, sentada nesse meio fio gelado eu percebo o quanto fui imbecil por acreditar em você. Já havia sido enganada algumas vezes, a ilusão não era nova para mim, porém, eu cai mais uma vez. Fiz a burrada de me entregar pra alguém que não tinha se entregue. (…) Eu não quero mais andar sozinha. Eu preciso de alguém pra me mostrar o caminho certo, mesmo que seja o mais longo. Cansei de atalhos que não me levam a nada. Eu preciso de alguém que segure minha mão e nunca solte. Alguém que não prometa coisas que não possa cumprir. Preciso do teu oposto. Preciso de alguém que faça tudo o que você não fez, alguém que seja exatamente como você não foi. 

E aqui estou eu, andando sozinha por essas ruas desertas, mais uma vez. Implorando por um sorriso, implorando um motivo para não cair de joelhos na calçada e chorar como das outras vezes. Eu me acostumei a ter você. Me acostumei a ter sempre alguém andando ao meu lado, segurando minha mão, sendo meu porto seguro. E agora eu não tenho ninguém. Antes de você, a solidão já me acompanhava. Mas não tinha importância, pois naquele tempo eu ainda não havia provado o quanto era bom ter alguém por perto. Então você entrou na minha vida, segurou a minha mão e prometeu nunca soltá-la. Prometeu que estaria sempre aqui, e que nunca me deixaria andar por aí sozinha novamente. Você não cumpriu suas promessas, assim como todos os outros. E agora, sentada nesse meio fio gelado eu percebo o quanto fui imbecil por acreditar em você. Já havia sido enganada algumas vezes, a ilusão não era nova para mim, porém, eu cai mais uma vez. Fiz a burrada de me entregar pra alguém que não tinha se entregue. (…) Eu não quero mais andar sozinha. Eu preciso de alguém pra me mostrar o caminho certo, mesmo que seja o mais longo. Cansei de atalhos que não me levam a nada. Eu preciso de alguém que segure minha mão e nunca solte. Alguém que não prometa coisas que não possa cumprir. Preciso do teu oposto. Preciso de alguém que faça tudo o que você não fez, alguém que seja exatamente como você não foi. 


1 year ago with 33 notes
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